O Brasil como ele é!
Enquanto isso, nos bastidores...
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Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) |
Renan Calheiros ligeirinho! Ele vai agilizar a votação do projeto que
criminaliza o abuso de autoridade. O texto será votado apenas em uma comissão
antes de seguir para o plenário. [1] A Ajufe
(Associação dos Juízes Federais) emitiu uma nota criticando duramente o
anteprojeto de lei do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que
pune abuso de autoridade. Segundo a associação, o projeto "permite a penalização dos magistrados pelo simples
fato de interpretarem a lei, o que afeta diretamente a independência
judicial". Ainda de acordo com a nota, a instalação de uma comissão
especial para "votar a matéria
justamente neste momento de intenso enfrentamento à corrupção no Brasil parece
uma tentativa de intimidação de juízes, desembargadores e ministros do poder
judiciário na aplicação da lei penal em processos envolvendo criminosos
poderosos". [1.1]
Governo destrava indicações de partidos a cargos de 2º escalão. O Palácio do Planalto
começou a destravar nesta quinta-feira, 7 de julho, as indicações dos partidos
políticos para os cargos de segundo escalão, com a publicação, no Diário
Oficial, de pelo menos quatro nomes. O presidente em exercício, Michel Temer,
levou de volta Vinicius Lummertz
para a presidência do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), órgão
vinculado ao Ministério do Turismo. Ele havia deixado o cargo em março, quando
o PMDB anunciou seu desembarque do governo da presidente afastada, Dilma
Rousseff. Lummertz, que é do PMDB de Santa Catarina, integrava o grupo do
ex-governador catarinense Luiz Henrique, morto há um ano, ligado ao presidente
do Senado, Renan Calheiros. Sua volta era considerada “uma questão de justiça”
pelo governo interino. Temer também assinou a nomeação de Danilo Borges dos Santos para a diretoria da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab). A Conab está na cota do PTB, e a indicação atende a
pedido do líder Jovair Arantes (GO), que perdeu a vaga quando se afastou de
Dilma, depois que deu parecer pela admissibilidade do impeachment da presidente afastada... O Diário Oficial de ontem
trouxe ainda a nomeação de Sérgio
Besserman Vianna para a presidência do Instituto de Pesquisas Jardim
Botânico do Rio de Janeiro, órgão do Ministério do Meio Ambiente. Vianna
substituirá Samyra Brollo de Serpa Crespo. Temer também atendeu ao PR e indicou
Mário Rodrigues Júnior para exercer
o cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Além
dele, nomeou Adalberto Tokarski como
diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), com
mandato até 18 de fevereiro de 2018. [2]
Falta de verba atinge medicina nuclear e pode prejudicar 6 mil
pacientes/dia. A
crise orçamentária da ciência brasileira ameaça paralisar a produção de radiofármacos no País. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen),
responsável pela produção de 95% de todos os medicamentos desse tipo usados no
Brasil, só tem dinheiro suficiente para
operar até o fim de agosto. Depois disso, sem uma injeção emergencial de
recursos, a fábrica fecha. “Vai parar
tudo, literalmente”, disse ao jornal O
Estado de S. Paulo o superintendente do Ipen, José Carlos Bressiani. “A
situação é muito crítica. Não teremos
dinheiro nem para pagar a conta de luz”, ressaltou. Cerca de 6 mil pacientes usam os produtos do Ipen diariamente, de
acordo com a estimativa de Bressiani. O
instituto fabrica 38 produtos para medicina nuclear, que são fornecidos para
430 clínicas e hospitais em todo o País. Entre eles estão o tecnécio-99, essencial para diagnóstico de câncer e várias outras doenças, e o iodo-131, para o tratamento de problemas da tireoide. O número de pacientes
beneficiados por ano é de aproximadamente 1,5 milhão. E cerca de um terço da produção é destinada ao Sistema Único de Saúde
(SUS). [3]
Brasil: líder mundial no uso de agrotóxicos. As notícias não mudam: por
mais que a ciência e a comunicação alertem com frequência, o Brasil continua a
ser o líder mundial no uso de agrotóxicos – e ainda os isenta ou reduz o pagamento de impostos como ICMS (redução
de 60%), PIS/Cofins e outros, enquanto
medicamentos têm incentivos de 34% (Envolverde,
maio de 2016). Há muitos alertas e advertências: morangos vermelhos e variedades
de espinafre podem ter doses altas de resíduos químicos; muitas frutas, verduras e legumes são
borrifados com pesticidas banidos há anos. O consumo, no mundo, desses
ingredientes cresceu 93% em dez anos; no Brasil, 190%. Segundo a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 28%
das substâncias usadas por aqui não são autorizadas; a Associação
Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão “contaminados” por
agrotóxicos; para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano aumentam em 70 mil os casos de
intoxicação aguda ou crônica provocados por agroquímicos... Um dos
argumentos usados pelos defensores de agrotóxicos é a “volta da mosca-branca”
(Bemisia tabaci), que está levando produtores de soja do Centro-Oeste a um
gasto 37% maior que no ano passado. Mato Grosso, por exemplo, que gastava R$
385 por hectare, agora gasta R$ 508,90. Em outros lugares, R$ 543,69. Um dos itens mais polêmicos nessa
agenda é o glifosato, principalmente
depois que a OMS e a FAO voltaram atrás em sua condenação anterior, prorrogaram
a liberação por 18 meses e agora asseguram que esse produto não provoca câncer
em humanos. E que novas tecnologias reduzirão o uso de praguicidas. A questão
do uso ou não de sementes transgênicas também está em suspenso. Uma
especialista francesa, Marie-Monique
Robin, afirmou (7/5) que “o
glifosato é o maior escândalo sanitário de toda a história da indústria
química”. Mesmo depois da decisão da OMS, a França tornou a proibir a venda
livre do produto. [4]
Governo prevê rombo de R$ 139 bilhões nas contas de 2017 e não
descarta elevar impostos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou nesta quinta-feira,
7 de julho, que o governo projeta um
déficit de R$ 139 bilhões nas contas do governo central em 2017. A equipe
econômica ainda prevê um rombo de R$ 1
bilhão para os Estados e municípios e de
R$ 3 bilhões para as estatais. Com isso, o déficit do setor público consolidado chegaria a R$ 143 bilhões no ano
que vem. O ministro não descartou aumentos pontuais de impostos para
aumentar as receitas, mas esclareceu que uma definição virá no mês de agosto. [5]
Virou mortal. Eduardo Cunha só aceitou jogar a toalha sob a promessa de
que não seria abandonado pelo governo no dia seguinte. Equilibrista, negociou a
renúncia e a própria sucessão. Recebeu,
do Planalto, as bênçãos veladas ao deputado Rogério Rosso, herdeiro dos
sonhos do agora ex-presidente da Câmara. Ao chegar à Casa que chefiou por 17
meses com raro poder, caminhou apressadamente com o olhar rebaixado. A amigos,
justificou o choro de despedida: “Também
tenho um dia de humano”. Dos nomes por ora mais fortes no páreo, somente Fernando Lúcio Giacobo (PR-RR), cria do
chamado “baixo clero” da Câmara, é rejeitado por Cunha e Planalto. O
deputado comandou a sessão em que o governo foi derrotado — a votação da
urgência para o projeto da dívida dos Estados. Giacobo quis dar o troco em
Michel Temer ao não ter um aliado seu nomeado para a diretoria de Itaipu. [6]
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Universidade de São Paulo - USP (Cidade Universitária - Butantã) |
Cai número de alunos que entram na USP com bônus da rede pública. O número de alunos da rede
pública que entram na USP com ajuda do bônus no vestibular caiu 19% entre 2015 e 2016. A
queda ocorre mesmo com a alta de 3% no total de inscritos no programa. Desde
2015, a USP tem duas opções de ingresso, que podem ser tentadas simultaneamente
pelos estudantes: a maior parte das vagas é pela Fuvest e outra, pelo Sisu
(Sistema de Seleção Unificado), que usa a nota do Enem. O Sisu é a aposta da USP para ampliar a inclusão. Em 2017, as vagas
reservadas para esse sistema de seleção vão subir de 13% para 20% do total
–três quartos delas só para quem é da rede pública. Além dessa expansão, a instituição também manteve a bonificação
na Fuvest para alunos de colégios públicos. O estudante registrado no
programa, chamado Inclusp, tem um incremento na nota que pode chegar a 25%.
Entretanto, só 7% dos inscritos conseguiram vaga em 2016. Esse índice foi de
10% no ano anterior. [O que demonstra como está ruim o ensino médio das escolas
públicas!!!] [7]
F O N T E S
[ 1 ] –
O Estado de S. Paulo – Política – Coluna
do Estadão – Andreza Matais e Marcelo de Moraes – Sexta-feira, 8 de julho
de 2016 – Pág. A4 – Edição impressa.
[ 1.1 ] –
Folha de S. Paulo – Poder – Mario Cesar
Carvalho – Quinta-feira, 7 de julho de 2016 – 18h58 – Internet: clique aqui.
[ 2 ] –
O Estado de S. Paulo – Política – Tânia Monteiro
- Sexta-feira, 8 de julho de 2016 – Pág. A9 – Internet: clique aqui.
[ 3 ] –
O Estado de S. Paulo – Ciência –
Sexta-feira, 8 de julho de 2016 – Pág. A13 – Internet: clique aqui.
[ 4 ] –
O Estado de S. Paulo – Espaço aberto – Washington
Novaes – Sexta-feira, 8 de julho de 2016 – Pág. A2 – Internet: clique aqui.
[ 5 ] –
ESTADAO.COM.BR – Economia & Negócios
– Quinta-feira, 7 de julho de 2016 – 21h50 (última atualização) – Internet:
clique aqui.
[ 6 ] –
Folha de S. Paulo – Poder – Painel: Natuza
Nery, Paulo Gama e Renata Agostini – Sexta-feira, 8 de julho de 2016 – Pág.
A4 – Internet: clique aqui.
[ 7
] – Folha de S. Paulo – Educação –
Paulo Saldaña – Sexta-feira, 8 de julho de 2016 – 02h00 – Internet: clique aqui.
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