Papa pode vir à Amazônia em 2017
Rádio Vaticano
Revela Dom Leonardo Steiner, Secretário-Geral da CNBB
O Papa garante: “A Amazônia está no meu coração”
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Indígena Kaiowá é recebido pelo Papa Francisco Julho de 2015 |
Que
o Papa deseja ir à Amazônia, não é uma novidade, e já recebeu convites de
algumas dioceses da região. A proposta é que em 2017, durante uma também desejada visita a Santuário de Aparecida
(SP), por ocasião da celebração dos
300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora, ele faça a «escala amazônica» tão querida pela
Igreja local.
Dom
Leonardo Steiner, em Roma na última semana, confirmou que o Pontífice tem
acompanhado as questões e discussões relativas à Amazônia, e sempre pergunta sobre
isso. «A Amazônia está no meu coração»,
frisa o Santo Padre a seus interlocutores.
«O
desejo do Papa é ir, mas não basta o seu desejo para levá-lo ao Brasil. Ele quer participar deste encontro para os
300 anos do encontro da imagem de N. S. Aparecida, que é para o povo
brasileiro talvez a imagem mais querida e significativa».
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DOM LEONARDO ULRICH STEINER Secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) |
«O
Santo Padre não precisaria ir necessariamente à Amazônia. Como Secretário-geral
da CNBB, posso dizer que o Santo Padre
tem acompanhado pessoalmente as questões e discussões a respeito da Amazônia.
Cada vez que a Presidência faz a visita, ele pergunta e quer saber. Ele diz e repete sempre “A Amazônia está no
meu coração”, fazendo o gesto e colocando a mão sobre o coração».
«Nós
às vezes pensamos a Amazônia como a região geográfica, mas ele está pensando numa região viva, pensa em todos os seres que ali
existem: nas pessoas, na água, nas matas, nos animais… mas especialmente nas
pessoas e no modo como vivem, na sua liberdade e simplicidade. O Santo
Padre não entende a Amazônia como uma região somente brasileira. E é por isso
que está dando todo este apoio à Rede
Eclesial Pan-amazônica, a REPAM. Ele tem feito perguntas diretas a Dom
Cláudio Hummes, que é o presidente da REPAM, e também à nossa Conferência
Episcopal. Ele sempre diz: “Eu espero
muito de vocês” e nós temos tentado trabalhar muito. Existe hoje um interesse muito maior pela Amazônia. Talvez já
houvesse antes, mas agora é maior, por
insistência do Santo Padre».
«Estamos
retomando a questão das Igrejas-irmãs;
para nós isso é muito importante. Algumas dioceses e prelazias estão pedindo
ajuda às Igrejas-irmãs, e não apenas uma ajuda financeira, mas uma ajuda de
Igreja para Igreja, onde uma Igreja que recebe também dá. Isto é bonito na missionariedade, enriquece».
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